05/09/12

Serra da Estrela

Em dia de subida da Volta a Portugal à Torre decidi também dar uma volta por lá. Deixei o carro em Oliveira do Hospital e segui em direção à Ponte das Três Entradas com destino a Unhais da Serra.
Daquilo que tinha pesquisado, tinha encontrado uma subida por Unhais para a Torre, mas não sabia bem aquilo que me esperava.
Em Unhais perguntei qual era a melhor forma de subir por ali para a Torre, e pelas indicações que me deram resolvi, não muito convencido, arriscar mesmo assim. Logo me arrependi, o piso era terrível, alcatrão mas com muita pedra, muito irregular, mas mesmo assim resolvi seguir.
Em Unhais eu sabia que não tinha grandes hipóteses, ou seguia por esta estrada que passava pela Nave de Stº. António, ou então continuava até à Covilhã e depois subia pelas Penhas da Saúde. Esta última hipótese coloquei-a logo de lado porque queria estar cedo em casa e dar a volta pelas Penhas iria demorar ainda mais tempo.
A subida pela Nave de Stº. António é muito íngreme, são cerca de 15 kms com o piso em muito mau estado, tão mau que a dada altura acabou o alcatrão e tive de fazer talvez 1 km em terra com muita pedra, rezando para não furar. Enfim, lá cheguei ao cruzamento em que apanhei a estrada que vinha das Penhas da Saúde e depois comecei a subir para a Torre.
Ali o movimento já era outro, com imensos ciclistas que já desciam da Torre em direção às Penhas. Mais uns kms e estava na Torre, grande animação por ali, com o tempo a mudar bastante, levantou-se um grande nevoeiro e já estava muito frio. Resolvi seguir, desci ao Sabugueiro onde comi alguma coisa e continuei a descer até Seia.
Devia talvez faltar menos de 1 hora para a Volta passar e eu já saía de Seia em direção a Oliveira do Hospital.
Em conclusão, a volta por Unhais da Serra é muito bonita, mas quem tiver ideia de subir à Torre por ali é melhor esquecer, o caminho está em muito mau estado, ou subimos antes de Unhais, por Loriga, ou então é preferível ir de Unhais à Covilhã e subir pelas Penhas da Saúde.
(132 kms, 6.30h)









Sra. Graça/ Serra do Alvão e Marão

A 1ª vez que subi à Sra. da Graça foi em 2010, nessa altura participei na Etapa da Volta RTP que ligou Fafe ao alto da Sra. da Graça. Desde então que tinha cá ficado o bichinho e tinha prometido que havia de lá voltar para fazer uma das mais emblemáticas subidas do nosso Portugal.
Estudei a coisa, vi os kms, a altimetria e pus-me a caminho.
Para que a coisa tivesse algum “élan” tinha de começar um pouco antes da Srª da Graça e aí a saída de Amarante pareceu-me a melhor opção. E assim foi, por volta das 8h estava de saída de Amarante em direção Celorico de Basto e depois a Mondim de Basto, onde comecei a escalar o monte Farinha. Em véspera da etapa da Volta a Portugal que terminava na Sra. da Graça, já se via algum movimento por ali e à medida que subia já se viam muitas barracas e algum pessoal que esperava a passagem da volta. A subida é dura, são cerca de 8 kms com pendentes muito interessantes, mas depois de chegarmos lá acima nem nos lembramos daquilo que penamos para lá chegar. A descida até Mondim foi em grande ritmo e após uma pequena paragem nos Bombeiros para pedir uma informação, decidi, por indicação destes, seguir por outro lado, uma vez que o percurso que tinha pensado estaria em mau estado!!
Segui então, contornei a Sra. da Graça e subi a Serra do Alvão com destino a Vila Real, alguns enganos pelo caminho, mas cheguei relativamente cedo. Ali sabia que tinha de seguir em direção a Santa Marta de Penaguião e depois ao Peso da Régua. Queria chegar cedo ao Peso da Régua para comer alguma coisa mais substancial porque depois até a Amarante o percurso era bastante inclinado!!
Foi complicado no Peso da Régua encontrar alguma coisa para comer, o calor era insuportável e sabia que estava na Régua, mas estava sem saber como é que ia sair dali. Lá consegui finalmente encontrar alguém que me deu as indicações corretas e depois de comer alguma coisa estava de regresso a Amarante. Os primeiros kms no Peso da Régua, perto do Pinhão, a acompanhar o Rio Douro são muito bonitos, depois quando começamos a subir o Marão é que a porca torce o rabo. Foi subir, subir e mais subir, agora pensando um pouco melhor naquilo que fiz só me lembro de uma coisa que foi subir.
Esta subida foi terrível, com um calor abrasador e sem qualquer sombra. A primeira paragem foi numas bombas de gasolina para comprar uma água fresca, mas eu já ia no red line. Depois disto ainda subi bastante, encontrei uma fonte a meio caminho que caiu do céu, estive ali ainda um bocado à conversa e depois segui, ainda tinha mais 3/ 4 kms até começar a descer mais 20 kms até Amarante. Foi um dia espetacular, por entre Sra. da Graça, Serra do Alvão e Marão, por aldeias e lugares perdidos nesta imensidão.













(Altimetria 3565 mtrs; Inclinação max 18%; Temp. max 41ºC; FAT 13%)