16/06/11
Rescaldo da 6ª Maratona BTT LAAC-LACAR
Foi uma de entre as poucas maratonas em que participei este ano, que pelo facto de ser bem perto de casa, não podia deixar de participar. Ando um pouco cansado de tanta maratonazinha organizada em qualquer vão de escada e sem muita paciência para aquele pessoal que tenta desenfreadamente correr atrás de mais um lugar no pódio nem que seja na maratona da curraleira atrás do sol posto… A organização da LAAC esteve, como sempre, ao seu melhor nível ao organizar mais uma maratona com um percurso duro qb e com marcações e reforços exemplares. De louvar o facto de terem feito logo no controlo zero uma separação entre o pessoal que ia para os 40 e os 80 kms, no entanto depois com a junção antes da partida a confusão foi grande. A zona da subida da barragem de Belazaima foi um pouco desesperante, mas depois da separação as coisas acalmaram, foi sempre a subir até perto de Malhapão. Fiz certamente mais de 50 kms com o amigo Júlio que encontrei no posto de controlo antes da subida para a Capela. Chegámos a Aguada com cerca de 5 horas a pedalar, cansados mas muito satisfeitos por termos concluído mais este desafio!!!

15/06/11
Fátima, cumprir a tradição
Mais um ano e mais uma vez me juntei ao pessoal da Biciarca para cumprir a tradição de ir de Aguada de Baixo até ao Santuário de Fátima em bicicleta.
A partida foi bem cedo, depois das últimas afinações partimos em direcção ao primeiro abastecimento que estava previsto ser em Condeixa. A passagem por Coimbra deu ainda tempo para tirar uma foto na ponte pedonal, com a cabra lá bem ao fundo…
Depois do 1º abastecimento e já com as forças recuperadas fizemo-nos ao caminho. A opção de, depois de Condeixa, seguirmos por estradas mais secundárias é a melhor escolha pois permite um andamento mais tranquilo e com muito mais segurança.
Rabaçal, Ansião, Freixianda e Ourém foram ficando para trás e os poucos kms que faltavam eram cada vez menos, Fátima estava já ali depois de uma última subida. Dia fantástico que terminou com uma leitoada e que juntou ainda alguns familiares que nos acompanharam.





A partida foi bem cedo, depois das últimas afinações partimos em direcção ao primeiro abastecimento que estava previsto ser em Condeixa. A passagem por Coimbra deu ainda tempo para tirar uma foto na ponte pedonal, com a cabra lá bem ao fundo…
Depois do 1º abastecimento e já com as forças recuperadas fizemo-nos ao caminho. A opção de, depois de Condeixa, seguirmos por estradas mais secundárias é a melhor escolha pois permite um andamento mais tranquilo e com muito mais segurança.
Rabaçal, Ansião, Freixianda e Ourém foram ficando para trás e os poucos kms que faltavam eram cada vez menos, Fátima estava já ali depois de uma última subida. Dia fantástico que terminou com uma leitoada e que juntou ainda alguns familiares que nos acompanharam.





31/05/11
pelas bandas de Oliveira de Frades
O passado fim-de-semana andei ali pelas bandas de Oliveira de Frades com uns amigos do pedal. Fica aqui o registo. O próximo fim-de-semana espero participar em mais uma maratona da LAAC e desfrutar dos fantásticos trilhos que nos vão levar até quase ao Caramulinho!!

Tempo total 3.37h
Distância total 98.1 kms
Média 27.1 kms/h
Diferenças de Altitudes 516 Meter (10 para 526 Meter)
Subida acumulada 2222 Meter
Descida acumulada 2224 Meter
Tempo total 3.37h
Distância total 98.1 kms
Média 27.1 kms/h
Diferenças de Altitudes 516 Meter (10 para 526 Meter)
Subida acumulada 2222 Meter
Descida acumulada 2224 Meter
11/04/11
Santuário de Nª. Srª. da Saúde
Volta domingueira com saída em direcção às Talhadas, Sever do Vouga, paragem no Santuário de Nossa Senhora da Saúde em Vale de Cambra e regresso a casa.
Diferenças de Altitudes 701 Meter (10 para 711 Meter) - Subida acumulada 2335 Meter - Descida acumulada 2335 Meter - Kms 86,8 - Tempo 3.46h - Velocidade média 23 Km/h - Velocidade máxima 68,6 Km/h - CAD AVG 77 rpm - CAD Max 121 rpm - Kcal 2886
12/01/11
07/01/11
Até que enfim que alguém diz bem disto…
Embaixador do Reino Unido em Portugal, um-bife-mal-passado.blogspot
"Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal. "
"Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal. "
05/12/10
Rescaldo do Assalto ao Caramulo
A ansiedade para que este dia chegasse rapidamente era muita. As tropas estavam em alerta total, será que íamos ter neve, frio, chuva? Será que íamos alcançar o Caramulinho? Muito se ia falando, as certezas eram pouca, o que era certo era que este dia iria ser fantástico…
O ponto de encontro foi no café do Pompílio, em Belazaima, onde depois de reunir as tropas partimos em direcção à capela. Durante essa noite tinha chovido bastante, os caminhos tinham bastante água e lama, o percurso prometia ser duro.
Encontrámos um grupo que vinha de Canelas já quase a chegar à capela, onde estava também um pessoal da LAAC a grelhar uns coiratos. Dois dedos de conversa com o pessoal amigo e seguimos caminho.
Da capela até ao estradão das eólicas foi relativamente rápido, o trilho algo técnico fez no entanto que fosse necessário fazer uma paragem técnica para reagrupar o pessoal. Por ali já circulavam vários grupos, uns mais organizados que outros, mas todos com o mesmo objectivo – o Caramulinho.
Ao longe já se conseguia avistar o nosso objectivo, o frio já era muito, pés e mãos já eram difíceis de manter quentes, metemo-nos a caminho ainda tínhamos alguns kms pela frente.
Antes da subida para Malhapão de Cima estavam já vários grupos a reagrupar para atacar, de boca em boca corria já a certeza de que íamos ter neve, e muita! Chegámos a Tasca do Ti Cardoso cedo, as coisas ainda estavam muito calmas, decidimos comer qualquer coisa rápida e depois fazer o ataque final. De Malhapão era já possível admirar uma paisagem deslumbrante coberta de um manto branco, até ao Caramulinho ainda tínhamos uns 3/ 4 kms, sempre a subir e com a dificuldade de pedalar na neve.
Até ao Caramulinho encontrámos dezenas de betetista, uns ainda subiam mas outros já desciam com o dever cumprido. O caminho não era muito fácil, o frio era muito, os pés já quase nem os sentia, mas a toda aquela paisagem fazia esquecer isso.
Fotos da praxe, subida aos 1076 metros de altura do Caramulinho e tivemos de nos meter a caminho. O tempo por esta zona é muito instável, tanto está o céu limpo como de repente se levanta um nevoeiro que cobre tudo e te deixa desorientado.
A viagem de retorno também não foi fácil com tanto frio que estava, mas rapidamente chegámos a Malhapão onde a confusão já era muita. Reagrupar e seguir viagem para casa, chegava assim ao fim um dia fantástico a pedalar por montes e vales do Caramulo, que certamente vai ficar na memória de muitos (há quem diga que foram 300 que andaram por ali!!).
Às vezes é difícil acreditar como é que um evento destes que começou em 2008, também num dia memorável em que alguns bravos tentaram levar a cabo este assalto mas que não passaram de Malhapão, consegue em 2010 reunir tantos betetista com um único objecto, o – Assalto ao Caramulo.















O ponto de encontro foi no café do Pompílio, em Belazaima, onde depois de reunir as tropas partimos em direcção à capela. Durante essa noite tinha chovido bastante, os caminhos tinham bastante água e lama, o percurso prometia ser duro.
Encontrámos um grupo que vinha de Canelas já quase a chegar à capela, onde estava também um pessoal da LAAC a grelhar uns coiratos. Dois dedos de conversa com o pessoal amigo e seguimos caminho.
Da capela até ao estradão das eólicas foi relativamente rápido, o trilho algo técnico fez no entanto que fosse necessário fazer uma paragem técnica para reagrupar o pessoal. Por ali já circulavam vários grupos, uns mais organizados que outros, mas todos com o mesmo objectivo – o Caramulinho.
Ao longe já se conseguia avistar o nosso objectivo, o frio já era muito, pés e mãos já eram difíceis de manter quentes, metemo-nos a caminho ainda tínhamos alguns kms pela frente.
Antes da subida para Malhapão de Cima estavam já vários grupos a reagrupar para atacar, de boca em boca corria já a certeza de que íamos ter neve, e muita! Chegámos a Tasca do Ti Cardoso cedo, as coisas ainda estavam muito calmas, decidimos comer qualquer coisa rápida e depois fazer o ataque final. De Malhapão era já possível admirar uma paisagem deslumbrante coberta de um manto branco, até ao Caramulinho ainda tínhamos uns 3/ 4 kms, sempre a subir e com a dificuldade de pedalar na neve.
Até ao Caramulinho encontrámos dezenas de betetista, uns ainda subiam mas outros já desciam com o dever cumprido. O caminho não era muito fácil, o frio era muito, os pés já quase nem os sentia, mas a toda aquela paisagem fazia esquecer isso.
Fotos da praxe, subida aos 1076 metros de altura do Caramulinho e tivemos de nos meter a caminho. O tempo por esta zona é muito instável, tanto está o céu limpo como de repente se levanta um nevoeiro que cobre tudo e te deixa desorientado.
A viagem de retorno também não foi fácil com tanto frio que estava, mas rapidamente chegámos a Malhapão onde a confusão já era muita. Reagrupar e seguir viagem para casa, chegava assim ao fim um dia fantástico a pedalar por montes e vales do Caramulo, que certamente vai ficar na memória de muitos (há quem diga que foram 300 que andaram por ali!!).
Às vezes é difícil acreditar como é que um evento destes que começou em 2008, também num dia memorável em que alguns bravos tentaram levar a cabo este assalto mas que não passaram de Malhapão, consegue em 2010 reunir tantos betetista com um único objecto, o – Assalto ao Caramulo.















11/11/10
Rescaldo do 2º Raid Gastronómico
Participei este ano pela primeira vez neste Raid Gastronómico organizado, e bem, pelo pessoal da LAAC. Um pouco reticente em confirmar a inscrição devido à chuva que estava prevista para esse fim-de-semana, resolvi mesmo assim arriscar. E que boa opção foi…
O dia começou frio e muito cinzento, ameaçando chover a qualquer momento. O impermeável foi de prevenção!
Cheguei cedo ao pavilhão, por ali a azáfama já era muita. Encontrei o pessoal da Biciarca e enquanto fui levantar o dorsal encontrei muitos outros colegas do pedal que já não via há algum tempo.
A partida atrasou um pouco, penso que não deveriam estar presentes os 150 participantes que a organização previa, mas o espírito de convívio era grande e a ansiedade por aquilo que nos estava reservado era ainda maior.
A partida foi dada e … cerca de 100 metros mais à frente foi interrompida… era tempo do 1º abastecimento, o mata-bicho. Só me lembro de uns apetitosos coiratos a sair da grelha que estavam um espectáculo.
Depois foi tempo de pedalar um pouco pelos trilhos ali da zona até chegarmos à Figueira de Boialvo onde nos esperava mais um abastecimento. Vinho e muita e boa comida não faltaram. Mais uns kms, poucos, e mais uma paragem no Pardieiro, onde, nos serviram uns rojões e umas papas de abóbora divinais. Com a pança cheia a vontade em pedalar já não era muita, mas tínhamos ainda uns kms finais até chegarmos à meta, em Aguada de Cima.
O grupo foi alongando, a moto quatro que transportava o pipo da sangria marcava o andamento daqueles que tinham mais sede. Chegados à meta ainda nos esperavam umas fêveras na grelha e uma apetitosa sopa da pedra. Não consegui comer mais….
Um excelente passeio convívio com inúmeras peripécias e algumas quedas que animaram este Raid.













O dia começou frio e muito cinzento, ameaçando chover a qualquer momento. O impermeável foi de prevenção!
Cheguei cedo ao pavilhão, por ali a azáfama já era muita. Encontrei o pessoal da Biciarca e enquanto fui levantar o dorsal encontrei muitos outros colegas do pedal que já não via há algum tempo.
A partida atrasou um pouco, penso que não deveriam estar presentes os 150 participantes que a organização previa, mas o espírito de convívio era grande e a ansiedade por aquilo que nos estava reservado era ainda maior.
A partida foi dada e … cerca de 100 metros mais à frente foi interrompida… era tempo do 1º abastecimento, o mata-bicho. Só me lembro de uns apetitosos coiratos a sair da grelha que estavam um espectáculo.
Depois foi tempo de pedalar um pouco pelos trilhos ali da zona até chegarmos à Figueira de Boialvo onde nos esperava mais um abastecimento. Vinho e muita e boa comida não faltaram. Mais uns kms, poucos, e mais uma paragem no Pardieiro, onde, nos serviram uns rojões e umas papas de abóbora divinais. Com a pança cheia a vontade em pedalar já não era muita, mas tínhamos ainda uns kms finais até chegarmos à meta, em Aguada de Cima.
O grupo foi alongando, a moto quatro que transportava o pipo da sangria marcava o andamento daqueles que tinham mais sede. Chegados à meta ainda nos esperavam umas fêveras na grelha e uma apetitosa sopa da pedra. Não consegui comer mais….
Um excelente passeio convívio com inúmeras peripécias e algumas quedas que animaram este Raid.














05/11/10
29/10/10
25/10/10
ESTA SEMANA CELEBRAMOS UM ANIVERSÁRIO MUITO ESPECIAL
21/10/10
19/10/10
Elevation

Diferenças de Altitudes 491 Meter (9 para 500 Meter)
Subida acumulada 1741 Meter
Descida acumulada 1714 Meter
Kcal 2305
Fat 35%
AVG 22.6km/h
Velocidade máxima 70,5km/h
Tempo dispendido 3.26h
Distância percorrida 77,88kms
A volta de roda fina deste fim-de-semana levou-me ali para as bandas de Sever do Vouga e arredores. Como agora descobri uma “ferramenta” na Internet que permite criar percursos e fazer umas coisas engraçadas com a altimetria, decidi postar aqui um pequeno gráfico. O gráfico não está completo na sua parte final, uma vez que faltam alguns kms, mas dá para ter uma noção elucidativa do percurso…
06/10/10
2º Raid BTT Gastronómico LAAC
Realiza-se já no próximo dia 7 de Novembro, em Aguada de Cima, o 2º Raid BTT Gastronómico. Custo de inscrição de 20€ e limitado a 150 participantes.
22/09/10
bem a propósito...

Os cães atrás dos ciclistas e a música dos Talking Heads
in http://reporterasolta.blogspot.com
Tive um professor de liceu que tinha dado a volta à Europa de bicicleta. Contou isso nas aulas, e nós ficámos fascinados com o calibre da aventura, principalmente por o seu protagonista ser aquele homem alto e curvado, de voz monocórdica e óculos na ponta do nariz. Ninguém imaginava o cinzento professor de História a pedalar de cidade em cidade, atravessando fronteiras, por estradas inóspitas e intermináveis. Mas era precisamente esse contraste entre aquela figura banal e o seu incrível estilo de vida que prendia a nossa atenção. Ele contava episódios surpreendentes, aquelas coisas inesperadas e descabidas que são, viria eu a perceber mais tarde, próprias das histórias verdadeiras.
Lembro-me bem de uma delas, talvez por o professor a ter mencionado várias vezes com grande ênfase. “Sabem qual é o principal problema de quem anda pelas estradas de bicicleta?”, perguntava ele. E respondia, para nosso espanto: “São os cães”.
De facto, que há de melhor do que um ciclista, numa tarde modorrenta e soalheira, para quebrar o tédio da comunidade canídea de uma aldeia? Os cães adoram ciclistas. Gostam de correr atrás de tudo o que passa na estrada, sejam carros ou motos, mas as bicicletas têm uma vantagem: é possível alcançá-las, e abocanhar os calcanhares do ciclista durante quilómetros.
Era uma imagem terrível e um pouco decepcionante. De facto, quando pensamos em alguém a dar a volta à Europa em bicicleta não imaginamos um professor de História a pedalar com uma matilha de cães a roer-lhe os tornozelos. Mas a bicicleta é isso mesmo. Não flutua sobre a realidade, não possui qualquer espécie de invólucro protector. Está em contacto com as coisas, e nós também. De bicicleta, sentimos o calor e o frio, o vento, a chuva, os sons e os cheiros, e também o fumo, os buracos do caminho e os dentes afiados dos cães. Bicicleta é isso: sentir.
Isso faz dela o veículo perfeito para conhecer uma zona urbana. É rápida, leve e silenciosa, estaciona-se em qualquer lugar e não conhece obstáculos. No selim de uma bicicleta tornamo-nos donos de uma cidade. Quando ela está preparada, com ciclovias, espaços não poluídos e lugares próprios de estacionamento, pedalar torna-se tão natural como caminhar. Quando não está, como é o caso de Lisboa ou Porto, o ciclismo é um desporto radical. Perigoso, mas não menos estimulante: pode-se circular pelas faixas de rodagem ou pelos passeios, zonas pedonais, escadas ou vias de sentido proibido. Já que à bicicleta não é reconhecido o direito de cidadania, pois então vale tudo.
O músico David Byrne é um fanático da bicicleta. Para todo o lado onde viaja leva a sua (que hoje em dia é um modelo dobrável). Escreveu um livro, Bicycle Diaries, onde fala de várias cidades do mundo, vistas da sua bicicleta. Há capítulos sobre Nova Iorque, Berlim, Londres, Buenos Aires, Sydney ou Manila. Mas as cidades mais interessantes, diz o vocalista dos Talking Heads, são as que não têm condições para bicicletas, como Roma (e ele nunca pedalou em Lisboa!)
“Sinto-me mais ligado à vida nas ruas do que se estivesse dentro de um automóvel ou um transporte público”, escreve o músico. “Ocorreu-me que as cidades são manifestações físicas das nossas crenças mais profundas, dos nossos pensamentos muitas vezes inconscientes, não tanto como indivíduos, mas como os animais sociais que somos”. Vista de uma bicicleta, a cidade é uma espécie de retrato vivo e a três dimensões da complexidade da mente humana. “É como navegar pelas fibras neuronais de um enorme cérebro global. É realmente uma viagem no interior da psique colectiva”.
E é também, diz ainda David Byrne, um exercício de auto-contemplação e meditação, e a melhor forma, para um artista, de obter inspiração para criar.
Acabei de ler isto e pensei nas canções dos Talking Heads que poderão ter sido escritas no selim de uma bicicleta. “Run run run away psyco killer” (Foge foge assassino psicopata)? É bem possível, se pensarmos no problema descrito pelo meu professor de História.
21/09/10
Rota da Aldeia do Rugby - Moita
A Rota da Aldeia do Rugby realiza-se dia 26 de Setembro, na Moita - Anadia, e tem um percurso de 40 kms. Mais informações em http://moitarugbyclubedabairrada.blogspot.com/
09/09/10
Festival 2 Rodas - Águeda
A 1ª edição do Festival 2 Rodas realiza-se de 24 a 26 de Setembro, em Águeda, e inclui uma prova de 3 horas de resistência em btt. Mais informações em http://www.mxagueda.com
Subscrever:
Mensagens (Atom)


