19/05/08

Cruz Vermelha Portuguesa

A voltinha da praxe deste domingo foi molhada. Eu e mais dois amigos saímos às 9 horas das Caves sem grande vontade para muitas andanças. O tempo estava bastante incerto e passado pouco tempo de começarmos a pedalar estava já a chover. O percurso foi bastante plano e rolante, com alguma lama. Eu não estava com muita vontade de me meter em aventuras, estava um pouco cansado e o médico tinha recomendado pouco esforço! No sábado fui fazer aquilo que já há algum tempo queria fazer, fui dar sangue. È verdade, às 9 e pouco estava já na Cruz Vermelha Portuguesa, de manga arregaçada e pronto a dar o meu precioso “sangue”. Sempre achei que dar sangue é daquelas obrigações morais e cívicas que devemos ter para com os outros que precisam e desta foi de vez. Foi quase meio litrinho, agora ainda vou esperar cerca de um mês pelo resultado das análises para poder saber se na realidade posso ser dador ou não. Perguntei ao médico se podia praticar desporto no domingo, ele disse que não convinha exagerar, podia mas com calma. Na verdade passei o sábado um pouco cansado e “mole”, o meio litrinho estava cá a fazer falta! Fica aqui o apelo a todos os que queriam e possam, vão dar sangue, não custa nada e ajudam aqueles que precisam, que sabe se amanha não somos nós a precisar!

06/05/08

Rescaldo da Maratona de Portalegre 2008

Esta foi mais uma participação dos Amigos da Cantadinha, naquela que é considerada por muitos a prova referência de btt a nível nacional. Para mim foi a primeira participação e é claro que as expectativas eram muitas. Todos falavam desta e daquela situação, mas realmente vivermos nós próprios essas situações é indescritível.
Vou tentar deixar aqui um breve relato do que foram estes dois dias fantásticos.
Saímos na sexta-feira, por volta as 14 horas. O facto de termos conseguido uma carrinha grande facilitou bastante a logística, porque levar cerca de 20 bicicletas e sacos de todos não seria tarefa fácil. A primeira paragem foi pelas bandas da Sertã onde fizemos um pequeno lanche para retemperar as forças. A broa e o chouriço caseiro não faltaram!
Chegamos a Portalegre ao fim da tarde, o nervosismo já se fazia sentir no ar, muitos já tinham chegado e a confusão era alguma. Foi tempo de escolher um sítio para acampar a passar a noite. Com sorte encontramos um local relativamente perto do local de partida e sossegado para dormir!? Depois de montadas as tendas foi tempo de comer alguma coisa. Estava a escurecer e o frio já se fazia sentir.
Ao fim da noite ainda fomos conhecer um pouco de Portalegre, percorrendo algumas das ruas da zona histórica. Regressámos “à base” e depois das tropas sossegarem lá tentamos descansar um pouco.
A noite foi passada praticamente de olho aberto, a “cama” não ajudou e o barulho toda a noite muito menos.
O despertar foi às 6 da manha, comer alguma coisa, verificar o equipamento da bike e pedalar rápido até ao controlo zero, onde muitos já estavam há algum tempo. O controlo abriu apenas às 7 e foi uma corrida louca até ao local da partida. Como o ditado diz que “em Roma sê romano” também eu e o João Paulo fomos naquela correria desenfreada, tentando obter um bom lugar para a partida. Todos diziam que a partida era extremamente importante, tentar sair com os primeiros evitaria depois ter de parar em estrangulamentos da estrada. A partida foi à hora marcada e foi qualquer coisa de inacreditável, 3000 e muitas bikes faziam uma mancha incrível no asfalto. Os primeiros 10/12 kms foram em alcatrão e sempre a subir para a Serra de S. Mamede, o pelotão foi alongando bastante. Desengane-se quem pensar que o Alentejo é plano, a Serra de S. Mamede estava lá pronta a mostrar o contrário e estes primeiros kms mostravam que a coisa iria ser bastante dura. Depois de deixarmos o alcatrão, já perto dos 800 metros de atitude, entramos nos fantásticos trilhos da Serra de S. Mamede. Bastante pó, muito calor, alguma pedra, subidas e descidas q.b., quase que me enganava na separação dos percursos e ia para os 100, felizmente apercebi-me a tempo de ainda poder voltar para trás. À excepção de uma situação, achei o percurso bem marcado, com partes em alcatrão que dava para descansar um pouco e ganhar alguma velocidade. Os Amigos da Cantadinha, cada um ao seu ritmo lá foram percorrendo os 57 kms bem durinhos, com uma parte final que poderia ter sido bem mais suave, mas que obrigou a desmontar e ter que fazer aquela subidazora final com a bike à mão!!
Ainda estou para perceber o que realmente faz desta maratona a mais concorrida a nível nacional, se os fantásticos trilhos da Serra de S. Mamede, se a dureza da prova em si ou a, quanto a mim, fantástica organização que está por detrás de um evento destes, certamente com algumas falhas, mas com uma logística que é de louvar.
Como dizia um amigo meu, esta é daquelas provas em que dá gosto ir nem que seja só para apreciar aquele espectáculo!
Os Amigos da Cantadinha regressaram a casa com alguns furos, com muitos empenos, mas com uma grande satisfação de terem participado nesta maratona. Para o ano há mais!

28/04/08

Rescaldo da 2ª Maratona Ribeiras da Estrela – Paul

O fim-de-semana pelas bandas da Serra da Estrela foi simplesmente espectacular. Saímos no sábado de manha, já com o itinerário bem definido, em direcção a Coimbra onde apanhamos o IP3. Saída em direcção em Arganil, com o objectivo de visitar a fantástica aldeia do Piódão, em plena Serra do Açor. Quando se fala das aldeias históricas, o Piódão é daquelas que nos vem logo à cabeça e eu já à muito que planeava esta visita.
Fiquei extremamente surpreendido com a quantidade de pessoas que vi por lá e também pela aspecto turístico e muito comercial que a aldeia já tem! Fiquei com a ideia de que o comércio é um dos principais meios de subsistência da população local, na sua maioria já de idade.
Depois de almoço seguimos viagem em direcção à Covilhã, atravessando a Serra do Açor e entrando depois já na Serra da Estrela, com destino à vila do Paul. Antes ainda subimos à Serra da Estrela, para apreciar aquelas fantásticas paisagens cobertas de NEVE!! È verdade, quem diria nesta altura do ano termos oportunidade de apreciar tamanho espectáculo.
As horas passavam e era tempo de rumar à vila do Paul, onde iríamos pernoitar em casa dos amigos Luís e Leonor. Depois de um fantástico jantar, ainda fui a tempo de participar com o Luís Miguel no passeio nocturno organizado pelos Pedais do Paul, inserido já na Maratona de domingo. Penso que não éramos mais de uma dúzia para o passeio, que deu para conhecer um pouco dos caminhos que nos iriam esperar no dia seguinte. Paragem a meio para um abastecimento do melhor, enchidos, queijo….bem, eu nem sei, tudo do bom e do melhor. Mais uns kms e estava o passeio terminado, mas….. afinal ainda não tinha terminado, ainda havia um saboroso caldo verde para retemperar as forças e dormir melhor.
Domingo de manha, depois de equipar, foi tempo de levantar o dorsal e voltar ao local da partida, onde existiam tendas da Cruz Vermelha e uma tenda de massagens. Como a partida atrasou bastante, aproveitei para medir a tensão na tenda da Cruz Vermelha e depois esperei por uma massagem !!!! Claro que ainda tentei arranjar vez na marquesa das meninas, mas com a patroa a mandar-me para a marquesa de onde todos fugiam, não tive hipótese. Também não era para menos, era um tipo de cor com quase dois metros de altura e uns braços que parecia o Hércules, as minhas pernitas numas mãos daquelas estava a ver que ia ficar logo ali todo empenado!! Mas a coisa correu bem, meti conversa e quando lhe digo de onde sou, bem… fiquei com um amigo para a vida. Este senhor de nome KEITA foi um antigo avançado dos tempos áureos do Recreio Desportivo de Águeda, de quem eu bem me lembro de ver naquelas tardes de domingo em que ia à bola com o meu pai. Ele conhecia um amigo do amigo do amigo….. bem, fantástico!! Pelo que percebi, ele agora tem uma empresa de massagens na Covilhã e também no Paul. Mesmo assim, ainda acho que tinha gostado mais das massagens das meninas?!
Depois da volta de apresentação pelo interior da vila, foi a partida oficial para um percurso fantástico. Umas boas subidas iniciais e o forte calor que já se começava a sentir, foram alongado o pelotão, com a Serra da Estrela em pano de fundo, apareceram as primeiras ribeiras e os trilhos mais técnicos. O 1º grande abastecimento foi de “comer e rebolar no chão”. Queijo, enchidos, broa caseira, fruta, bolos, barras, bebidas isotónicas, tudo do melhor!!
Conheci alguns dos amigos “Cagareus” de Aveiro e do ArganaBTT de Monsarros, com os quais fiz alguns kms, nomeadamente com o Hernâni e o Faísca. Muitas fotografias e muita camaradagem, eu fiquei pelos 40 kms eles continuaram para os 80, certamente não vão faltar oportunidades de nos voltarmos a encontrar!
A seguir ao banho, fomos ao almoço. Devo confessar que a vontade de comer nem era muita, mas depois de provar aquele arroz de feijão com carne de porco assado no espeto não resisti. Para sobremesa ainda veio um gelado e queijo, muito e bom queijo de ovelha. Foi comer do bom e do melhor, sempre com a boa vontade das pessoas da organização e habitantes do Paul.
Depois foi tempo de nos fazermos ao caminho, ainda tínhamos bastantes kms pela frente. Certamente esta é uma daquelas maratonas que fica na memória e na agenda para o próximo ano. Foi o bom exemplo daquilo que é uma prova extremamente bem organizada por quem sabe da coisa, com abastecimentos de grande qualidade, trilhos do melhor para a prática do btt e uma hospitalidade das gentes do Paul que já não é comum encontrar nos nossos dias!! Para o ano há mais.

23/04/08

E vocês quantos parceiros já tiveram?

Segundo a Revista “SÁBADO” deste fim-de-semana, os portugueses têm em média, “relações sexuais com sete parceiros ao longo da vida. Mas todos mentem quando lhe perguntam com quantas pessoas já dormiram: as mulheres reduzem para um terço e os homens aumentam para o dobro.”
Conclusão, andamos todos a mentir uns aos outros, porque é que não temos coragem de dizer a verdade. Vá lá, só custa o primeiro passo!! Eu vou ser o primeiro, eu tenho duas, a patroa e a outra!! A patroa é para toda a vida, a outra, normalmente, é só ao fim-de-semana, sempre que posso “pimba”, são horas e horas de prazer………. a pedalar : ))
Se ela não se porta bem, troco-a por outra.

16/04/08

Portalegre

Só para dizer que já tenho o dorsal para Portalegre, vai ser a minha estreia!!
Estou pronto, já só faltam as “pernas”… onde é que será que isto se compra?

Rescaldo do 3º BTT LAAC

Muita água e muita lama, assim se pode resumir esta 3ª edição do BTT LAAC. Pouco mais de 250 inscritos estavam domingo de manhã prontos para enfrentar um percurso muito pesado, com muita lama e água, fruto dos últimos dias de temporal.
A organização inovou um pouco em alguns aspectos, nomeadamente o levantamento dos dorsais que foi rápido, no entanto continuam ainda a existir algumas falhas…
A partida foi um pouco retardada, o pessoal estava já a ficar um pouco impaciente porque a chuva estava a ameaçar, saímos pelo interior da freguesia e depois da “volta de apresentação” entramos logo em terra.
O pior veio-se a confirmar, afinal a lama e a água ainda era mais do que se previa, logo ao início tivemos uns grandes lagos, aos quais não havia hipótese de fugir, para os mais afoitos foi um banhinho de lama!!
Quanto ao percurso acho que estava muito bem traçado, pena as passagens pelos ribeiros terem tanta água, no entanto as pontes improvisadas deram uma grande ajuda. Será um bom percurso para fazer quando o tempo melhorar alguma coisa. Os “amigos da cantadinha” lá estiveram sempre na linha da frente (pelo menos à partida)….?!? Mas o que importa é participar. Uns para os 40 outros para os 60 kms, uns de forma outros de outra, todos chegaram ao fim para provar aquele saboroso leitão!! Ups….. afinal o leitão não estava tão saboroso como foi promovido. Acho que foi sinceramente uma má imagem da nossa terra e principalmente uma má imagem da capital do leitão. Às vezes caímos quando tentamos dar o passo maior que a perna!!

10/04/08

Despistou-se de bicicleta com 4,06 g/l de álcool

“Um homem, residente em Torreira, no concelho da Murtosa, sofreu um acidente de viação, anteontem, quando conduzia o seu velocípede com uma taxa de álcool no sangue de 4,06 gramas por litro (g/l).”
Até que enfim que está comprovada a minha teoria, “andar de bicicleta e beber não pode ser”. Ou se bebe ou se anda de bicicleta, fazer as duas coisas ao mesmo tempo é que normalmente dá asneira : )

08/04/08

Rescaldo da Maratona da Camarneira 2008

O domingo tinha amanhecido um pouco cinzento, as previsões meteorológicas para o fim-de-semana previam alguma chuva, no entanto o sol apareceu e esteve um dia fantástico para modalidade!
Esta foi mais uma participação em força dos “amigos da cantadinha” na 2ª edição da Maratona da Camarneira. Para mim foi a 1ª vez, decidi fazer os 80 kms porque o percurso me pareceu pela leitura da altimetria extremamente rolante e relativamente acessível. Desengane-se quem pensar que foi um percurso fácil, por vezes o constante sobe e desce por fácil que seja, vai “moendo” mais que algumas subidas e descidas longas!
A organização da prova “inovou” ao fazer duas partidas distintas, os cerca de 300 participantes partiram assim separadamente e sem grandes confusões.
O percurso estava, em minha opinião, extremamente bem marcado, os entroncamentos com a estrada tinham sempre pessoas a controlar o trânsito e os locais de perigo estavam também bem assinalados. Pena foi a passagem por alguns locais com água e lama, que podiam talvez ser evitados, mas que por outro lado deram também alguma emoção à coisa.
Terminei com cerca de 4 horas e meia, o importante foi participar e desfrutar das fantásticas paisagens da Camarneira. Pena algumas situações que vão sempre surgindo e que nos fazem, por vezes, pensar naquilo que algumas pessoas que participam nestes eventos fazem. Relato aqui duas situações que se passaram comigo, uma delas foi numa passagem em que tínhamos de subir com a bike às costas uns degraus em terra e um “artista” passa à minha frente e que com o pedal me arranca quase dois raios da roda e continua como se nada fosse; a outra situação passou-se num trilho rápido com uma curva à esquerda muito apertada em que outro “artista” me cortou a frente e ainda resmungou comigo!! Enfim, o que me deu algum gozo foi ver que tamanha pressa só fez com que o primeiro que quase me arrancou dois raios estava mais à frente com a bike toda empenada!! Ainda há quem se esqueça que isto do btt por vezes não é só velocidade, é preciso resistência e principalmente dar bons tratos ao equipamento para que ele também resista e nos leve até à meta…
Enfim, boa notícia foi a conquista, mais uma vez, do 1º lugar pela “amiga” Tânia, que arrumou com toda a concorrência feminina e arrecadou mais uma taça prós “amigos da cantadinha”!! Ainda vai sendo ela que vai mostrando à cambada de empen(h)ados dos “Amigos” como é que se faz e se ganham taças! Boa recuperação e até domingo na LAAC.
Como pontos menos positivos realço o almoço e os banhos, não quero com isto dizer que tenham sido pontos negativos, sei que é complicado ter comida para todos os gostos e água quente para todos. Bom até domingo, vou-me desforrar no leitão!!
As fotos são da autoria do "amigo" Almílcar, o homem do gatilho...






02/04/08

2ª Maratona BTT Camarneira – Cantanhede

É já este fim-de-semana, dia 6 de Abril, que se realiza a 2ª Maratona da Camarneira, em Cantanhede. Pelos comentários do ano anterior parece que foi um grande sucesso, este ano existem 2 percursos, um de 45 e outro de 80 kms. A maratona terá um desnível acumulado de 770 metros, ou seja é relativamente plana e rolante, ideal prós especialistas na matéria!! Eu já me inscrevi, é aqui perto de casa e o preço da inscrição também não é exagerado. Os “amigos da cantadinha” já contam com uma forte representação neste evento, vamos ver se à semelhança do ano passado arrecadamos algum troféu!! A prova faz parte do Campeonato Regional de BTT de Cantanhede.

31/03/08

Ainda é de Noite!

Um estudo publicado pela versão on-line da revista “Current Biology” revela que a mudança da hora pode ter efeitos prejudiciais na saúde a longo prazo. Dizem os especialistas que leva cerca de 10 dias até que o nosso ritmo biológico se adapte a este novo horário. "Pensamos que a mudança de tempo forçada pelas transições da mudança da hora é só uma hora, mas essa alteração tem de longe efeitos drásticos, quando vistos no contexto da mudança sazonal nos relógios biológicos ou ciclos circadianos", explicou a equipa alemã de investigadores.Deve ser por isto que eu ainda ando meio a dormir!

27/03/08

Pensamento...

"Have no fear of perfection... You'll never reach it"
Salvador Dali

26/03/08

2ª Maratona BTT Ribeiras da Estrela – Paul 2008

Já estou inscrito nesta 2ª edição da Maratona Ribeiras da Estrela, que decorrerá no fim-de-semana de 26 e 27 de Abril, na vila do Paul – Serra da Estrela. Será um evento um pouco diferente dos outros porque terá no sábado à noite um passeio nocturno e no domingo a Maratona e a Meia – Maratona. Irá decorrer na vertente sul da Serra da Estrela por caminhos rurais e trilhos entre as margens do rio Zêzere e as ribeiras no sopé da Serra da Estrela. Será, certamente, uma oportunidade única para conhecer de bicicleta as soberbas paisagens da Serra da Estrela.

18/03/08

Eu não era para escrever nada, mas...

Na verdade eu não era para escrever nada sobre a volta do passado fim-de-semana! Porquê?! Bom, porque muito casualmente fiz parte do percurso da prova da LAAC e não queria estar aqui a revelar muita informação. Por volta das 9 horas da manha éramos poucos, era eu e os “amigos” Jordão e Hélder, veio ainda um “amiguito” muito jovem que agora não me recordo do nome! Pensamos ir fazer parte do percurso dos 40 kms da prova LAAC que o “amigo” Hélder conhecia mais ou menos!? Lá fomos andando em direcção a Belazaima, onde encontrámos o Ruben de mota!! Ele andava a fazer o reconhecimento do percurso, acompanhado pelo Patrick, pelo Ruben e por outro rapaz que eu não conhecia, que iam de bicicleta!?!? Ao cimo do estradão que desce para Belazaima a Velha reunimos as tropas, foi altura de recuperar o fôlego e comer alguma coisa. Uns kms mais à frente, onde julgo que é feita a separação dos 2 percursos, os “amigos” Jordão e Hélder que tinham de estar cedo em casa voltaram para trás, eu segui viagem com os dois senhores de bicicleta e um de mota!
Daqui para a frente não vou falar dos locais por onde passamos, digo no entanto que lá mais para cima tivemos uma descida simplesmente alucinante, chegamos a um ponto em que deixamos de ver o caminho à nossa frente…….. ainda me arrepio quando penso que fiz aquilo montando em cima da bike!! Tem ainda uma ou outra descida mais complicada, bem como algumas subidas duras de roer, no entanto com calma a coisa faz-se! Se bem que o Patrick e o Ruben fossem num ritmo moderado, quem os conhece sabe que esse ritmo pró comum dos mortais é muito acelerado. Pelo meio o Ruben ainda teve 3 furos, e que deu pra eu recuperar o fôlego! Como ao 3º furo já não havia mais câmaras, o Ruben teve de vir à boleia de moto, ficando a bike escondida no matagal!?
Não fiz o percurso todo com eles, perto já da pista do Casarão atalhei caminho em direcção a casa. Foram 50 kms em quase 3 horas e meia, ainda vou pensar se me inscrevo nos 40 ou nos 65kms. Aquela descida deixou-me a pensar!?

14/03/08

Aldeias do Xisto

Para quem procura um fim-de-semana diferente, aqui fica uma ideia. Uma visita à rede das Aldeias de Xisto. São 24 aldeias distribuídas pela Região Centro, num território de enorme beleza natural, onde podemos experimentar antigas sensações gastronómicas, reviver tradições culturais, conhecer tradições, arte e histórias do antigamente. Devo dizer que já visitei algumas e é realmente uma experiência única, é uma viagem ao passado! Recomendo. Mais informações em http://www.aldeiasdoxisto.pt

13/03/08

BTT Nocturno - cancelado

Ora aqui está mais um evento organizado pelos “Amigos da Cantadinha”. Fantástico passeio de BTT Nocturno, a realizar dia 21 de Março, pelas 18 horas, com concentração junto à loja Ama-bikes. As inscrições são gratuitas, basta aparecer e trazer um amigo!


10/03/08

Pelos trilhos do Caramulo

Às 8 horas da manhã de domingo já pedalava com o “amigo” João Paulo. Alguns dos “amigos da cantadinha” tinham combinado ir até à praia da Vagueira e almoçar por lá, eu como tinha de estar cedo em casa não pude ir com eles.
Saímos da rotunda do V. Grande em direcção à P.V. Trigo e fomos sair ao estradão que subia para a capela. Tinha chovido durante a noite mas a lama era pouca, o sol estava um pouco envergonhado.
Depois da capela foi sempre a subir até ao estradão das eólicas e continuar até Malhapão de Cima e depois até à aldeia de Jueus, em plena Serra do Caramulo. Continuámos e saímos à direita por um caminho que nos levou até perto dos 1075 metros de altitude, junto ao Caramulinho. Paisagens graníticas soberbas, frio e muito vento, tivemos só tempo de comer uma barra e rapidamente fazer-nos ao caminho de volta. Estávamos a arrefecer.
Na volta ainda subimos aos 768 metros de altitude, ao marco geodésico de “Boi”. Fizemos o estradão das eólicas, descemos à capela e rapidamente estávamos perto de casa. Ficam as recordações das bonitas paisagens da Serra do Caramulo às quais temos de voltar brevemente.
Tenho de levar a bicicleta ao Sr. Dr. para ele fazer o diagnóstico às mudanças!
Prá semana há mais.

05/03/08

Rescaldo da Maratona da Melhada 2008

Domingo de manhã o tempo estava um pouco nublado com o sol a ameaçar romper por entre as nuvens. O levantamento dos dorsais foi bastante demorado o que atrasou a partida em cerca de meia hora. Os “amigos da cantadinha” não quiseram vir pedalar, tinha no entanto combinado com o meu amigo Moisés e fizemos a prova toda juntos. Os cerca de 400 betetista estavam prontos para mais um dia fantástico para a prática da modalidade e a confusão dos anos anteriores em que se juntavam quase três vezes mais participantes não aconteceu, a partida foi rápida e sem muita barafunda. Depois de alguns quilómetros em estrada entrámos logo em terra e começamos a subir as encostas da fantástica Serra do Buçaco. Para abrir as hostilidades tivemos logo aquela “parede” que dava acesso ao 1º abastecimento, perto, penso eu, das portas do sol… Claro que a subida não assustou muito, primeiro porque já todos sabiam mais ou menos que seria extremamente dura e que teria de ser feita à mão, depois o pessoal ainda estava cheio de força! Mal sabíamos nós o que ainda nos esperava.
A partir daqui foi um sobe e desce constante, subidas com inclinação superior a 20 e muitos por cento, descidas muito rápidas, acho porém que o percurso foi bem escolhido, no entanto este sobe e desce constante quebrava muito o ritmo, tínhamos descidas a 30/40 kms/hora e depois tínhamos subidas em que íamos a 3/4 kms/hora. A seguir ao 1º abastecimento o grupo foi-se partindo e depois do corte para os 80 kms fizemos quase todo o caminho sozinhos até ao fim.
Os trilhos da Serra do Buçaco são realmente fantásticos, a passagem pela zona dos Moinhos é de sonho, não vale a pena agora recordar o que sofri para lá chegar. Pontos mais negativos foram os abastecimentos que deixaram muito a desejar e as marcações, por muitas vezes tivemos dúvidas por onde devíamos seguir, por acaso fomos pelo lado certo.
Para além das dificuldades naturais nas subidas, outras dificuldades houve também nas descidas com imensa pedra solta e cascalho escorregadio, propicio às quedas. Disso é prova a inflamação no meu joelho esquerdo. Depois já do acumulado de algum cansaço, dos muitos kms em cima das pernas e dos pneus da bicicleta que estavam muito cheios, também eu aterrei naqueles “apetitosos” calhaus! Felizmente foi superficial, menos sorte tiveram outros colegas, principalmente um de Lourosa que estava a ser socorrido na altura em que passámos, estava muito complicada a coisa. As melhoras!
Estive à pouco a consultar as classificações, foram pouco mais de 6 horas e meia para concluir os 80kms, na verdade o que foi importante foi participar e desfrutar as magnificas paisagens. No final foi tempo de provar o famoso leitão e como estava apetitoso!
Por fim importa referir que foram 80 kms muito, mas muito duros, com um desnível acumulado de 2230 metros (informação dada pela organização)!!! Eu repito 2230 metros. O relógio do Moisés marcou 1830 metros. Os deuses devem estar loucos ou então devem andar pouco de bicicleta e muito de moto. Realmente de moto o percurso deve fazer-se que é uma “maravilha”. Enfim, paciência, eles reconheceram que para uma 1ª vez tinham exagerado na dose, para a próxima prometeram fazer uma coisa mais acessível. A ver vamos!
Nota ainda para o grande apoio moral prestado pelos “amigos” Jordão e Mário que à civil me acompanharam em parte do percurso e me ajudaram a “levar mais longe” as cores dos “amigos da cantadinha” : )

28/02/08

Pensamento...

Os amigos podem ir e vir, mas os inimigos acumulam-se.
Thomas Jones

22/02/08

ateondevaiscom1000euros.blogspot.com

Pois parece que a aventura vai ser grande. Dois portugueses de bicicleta até Dakar, só um limite, cada um gastar só mil euros!
Do que vi ontem na reportagem televisiva parece-me que com a preparação à base de “minis”, as bicicletas do continente e sem equipamento adequado, não vão chegar muito longe…. Depois de 2 dias em cima das binas vão ficar com aqueles “cagueiros” em brasa : ) Vamos ver o que acaba primeiro, os mil euritos ou a vontade.
A aventura pode ser acompanhada em http://ateondevaiscommileuros.blogspot.com/, boa sorte!!

19/02/08

Fim-de-semana azarado

A volta do passado do fim-de-semana foi para esquecer. Às 9 horas de domingo éramos quase 20 amigos prontos a desfrutar ao máximo aquela manha de sol. Normalmente não somos assim tantos, mas alguns amigos que agora estão a começar nestas andanças, vieram engrossar muito o grupo.
Quem já anda nisto há algum tempo sabe que é sempre bom ver mais e mais pessoas começarem a pedalar, mas também conhece o reverso da medalha.
È claro que todos nós tivemos o nosso baptismo, a nossa 1ª vez. A 1ª vez em que demos aquela volta mais a sério com aqueles amigos mais “prós”! A 1ª vez em que fomos sem saber muito bem aquilo que nos esperava. A nossa 1ª queda, o nosso 1º furo….
Ora ir para o monte sem uma câmara-de-ar, uma bomba ou uma ferramentazita, por mais fraca que esta seja, é confiar em demasia na nossa estrelinha da sorte. As coisas acontecem quando menos se espera e nesse aspecto a volta deste fim-de-semana foi exemplo disso mesmo: 3 correntes partidas, duas quedas mais aparatosas, fruto talvez de alguma juventude, ingenuidade e emoção dos novos colegas que nos acompanharam este fim-de-semana.
Mas as coisas são assim mesmo, também eu já fui jovem, também já tiveram de esperar por mim, o que é importante é ir aprendendo com os nossos erros. Enfim, temos que ter paciência!

18/02/08

3º BTT LAAC

Agora é oficial. Confirmam-se as informações colocadas num dos ultimos posts. Dia 13 de Abril, com dois percursos (40 e 65 kms), o custo da inscrição será de 20 euros.

Maratona Trilhos do Cértima

“No dia 18 de Maio, realizar-se-à em Oliveira do Bairro, a Maratona Trilhos do Cértima, com dois percuros, 40 Km's e 80 Km's.A inscrição na Maratona Trilhos do Cértima terá contemplada a participação na maratona, almoço, seguros, banhos quentes, brindes para todos os participantes, prémios a sortear por todos os participantes e prémios para os primeiros três classificados de cada percurso.
O valor da inscrição é de 20,00€ e os fundos obtidos reverterão para os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Bairro. Vem pedalar por uma causa Humanitária."

15/02/08

As histórias do Padre Júlio

Estávamos talvez em finais dos anos 80 quando nas aulas de Religião e Moral conheci o Padre Júlio Granjeia. Pessoa extremamente acessível e prática, facilmente cativava a atenção de todos com sua forma de falar e explicar os assuntos mais sérios!
Por essa altura, penso, que já era pároco na freguesia de Travassô (onde está ainda hoje) e já gostava de rádio amadorismo, na altura era, como ele dizia, “macanudo”. Tinha aplicado no carro uma grande antena e costumava falar com outras pessoas também macanudas. Não eram raras as vezes em que ele nos contava inúmeras histórias sobre experiências e situações que tinha tido ao falar com outras pessoas.
Os anos foram passando e eu fui esporadicamente acompanhado a vida do Padre Júlio através dos jornais. Ele não foi de modas e acompanhou o desenvolvimento das novas tecnologias, primeiro criou o seu site na Internet, depois foi o primeiro Padre a transmitir uma missa pela Internet, o Hi5, entre outras que certamente eu não tive conhecimento!
Mais recentemente, e não posso dizer que tenha ficado surpreendido quando vi e ouvi a notícia de que agora criava pequenos vídeos que colocava no Youtube.com, com histórias e acontecimentos da vida real. Qual não é o meu espanto quando depois de uma rápida pesquisa no Youtube, percebi o sucesso que esses vídeos têm tido, com milhares de visitas e diversos comentários. Bom, só mesmo quem não conhece o Padre Júlio poderá ficar admirado e surpreendido com o que ele faz. Bem haja Padre Júlio Granjeia.
Para quem não conhece, aqui fica uma das suas várias “estórias”!

11/02/08

Às voltas com o Campeão Nacional de BTT

Ainda não estou em mim. Tenho o coração ainda a bater a 180 ppm!!
Eu explico, domingo de manhã algum “amigos” foram para Viseu fazer parte da ciclovia. Eu como tinha de estar cedo em casa para almoçar, resolvi dar uma voltita cá pela zona, mais propriamente pela zona das eólicas. Ainda contactei o “amigo” Jordão e o João Paulo que se baldaram!
Por volta das 9 e pouco já subia para as eólicas quando passaram uns artistas de mota e logo a seguir encontro a descer um rapaz que já tinha encontrado algumas vezes sozinho ali por aquelas bandas. Parámos, palavra puxa palavra, para onde vais, de onde vens, resolveu seguir caminho comigo, a subir! E aquilo é que foi subir, eu vi logo que tínhamos ali artista, ele subiu, subiu e eu fui ficando! Parecia que estava parado. Apanhámos o estradão das eólicas, fomos conversando e descemos até à capela.
Foi então que percebi quem era o senhor, pois bem era o Celso Fernandes, campeão nacional de btt e vencedor da taça de Portugal, ali com os seus 47 anos e a dar cartas!! Este senhor não pedala, este senhor parece flutuar. Corre neste momento por uma equipa de Palmela, a “Volta da Pedra”, e está-se a preparar para disputar o campeonato de btt que vai começar brevemente. Diz que está um pouco em baixo de forma porque teve uma pneumonia e ainda está a recuperar.
Se ele está em baixo de forma e a recuperar, não quero sequer pensar em como será andar com ele quando estiver em forma!! Descemos para o Corgo e ainda tivemos tempo de nos perder!! Fizemos ainda uns valentes Kms juntos, sempre a dar-lhe, melhor dizendo, ele a dar-lhe e eu a tentar acompanha-lo. Contou-me inúmeras peripécias desde o tempo em que começou a praticar btt, ele que já vinha atletismo. Percebi que começou no btt em 1997 e agora está a ficar um pouco farto de algumas situações que se passam ao nível federado, como é o caso, por exemplo, do doping! Quando ele começou não havia cá destas coisas, “era tudo a broa”, no primeiro ano ganhou mais de “1000 contos” em prémios monetários, “onde quer que eu fosse era para ganhar”!
Atenção que tudo o que me contou foi com a maior da humildade possível, sem qualquer regozijo pessoal e com bastante emoção.
Na minha opinião é esta uma das grandes virtudes do btt que o diferencia de muitos outros desportos, a facilidade com que se estabelecem novos contactos e novas amizades!
Até um dia destes Celso, vemo-nos por aí nesses montes!